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ARTIGOS FUSION DF
Sindrome do 2º impacto
Os grandes campeonatos amadores tem o inconveniente de exigir que o boxeador lute vários dias consecutivos. Isso faz com que seja muito importante que, na ocasião dos exames médicos prelimares de um tal campeonato, cada participante informe ao médico todos os sintomas ou sensações anormais que esteja sentindo, principalmente os associados a dores de cabeça, tonturas, confusões, dificuldades de visão, problemas de memória e concentração.

É perfeitamente possível que pequenas lesões cerebrais, e até mesmo lesões mais significativas, não sejam detectadas ou detectáveis no exame médico que antecede à competição. Assim, é importante estarmos alertados que se um boxeador entrar para uma luta já com uma lesão cerebral, qualquer golpe significativo na cabeça, que receber durante essa luta, poderá agravar a lesão inicial a ponto de haver grande risco de se ter uma lesão séria, e talvez até fatal, nessa luta ou até mesmo na próxima. Isso vale mesmo quando essa segunda luta for realizada até meses depois da primeira realizada com lesão.

Todo atleta competindo no boxe, ou em outros esportes de contato, deve estar avisado por seu treinador que corre riscos de lesões graves, incluindo paralisias e até morte. Lesões e morte resultantes da SINDROME DO SEGUNDO IMPACTO - embora cada vez mais raras no boxe amador, devido ao extremo cuidado que cerca as atuais competições de amadores - devem ser riscos assumidos voluntária e conscientemente pelos atletas.
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